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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Não consegue emagrecer? Veja 5 motivos para procurar um nutricionista

 


Olá amigos tudo bem?

Saiba como o cuidado individualizado pode ajudar a perder peso com saúde

Você faz dieta, acredita que está se alimentando bem e, ainda assim, os resultados não aparecem? Nem sempre isso significa falta de disciplina. Hábitos considerados saudáveis podem não atender às necessidades específicas do corpo, e uma análise especializada ajuda a identificar o que está dificultando o emagrecimento. A discussão ganha força com a proximidade do Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, e diante do avanço do excesso de peso no país. Segundo o estudo Vigitel Brasil 2024, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2025, a proporção de adultos com excesso de peso nas capitais brasileiras e no Distrito Federal passou de 42,6%, em 2006, para 62,6%, em 2024.

Diante do crescimento dos índices, Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clínic, plataforma 100% online voltada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, reforça que a condição não deve ser associada apenas à aparência. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, influenciada por aspectos biológicos, comportamentais, sociais e ambientais. Por isso, não pode ser resumida ao quanto uma pessoa come ou à força de vontade para perder peso”, explica.

A seguir, a nutricionista apresenta cinco orientações que mostram por que o suporte especializado é importante durante esse percurso. Confira:

1. Descubra o que pode estar dificultando a perda de peso

O tamanho das porções, a forma de preparo dos alimentos, o consumo de bebidas e as escolhas feitas nos fins de semana podem interferir no progresso, mesmo quando a pessoa acredita manter uma dieta equilibrada. O profissional examina esses comportamentos e reconhece pontos que costumam passar despercebidos. “A consulta permite compreender como cada indivíduo se alimenta ao longo da semana. Em alguns casos, ajustes pontuais na organização das refeições já contribuem para avanços mais consistentes”, afirma Fernanda.

2. Tenha um plano alimentar adaptado à sua realidade

Idade, sexo, nível de atividade física, condições clínicas, uso de medicamentos, preferências e horários influenciam as demandas nutricionais. Por isso, copiar o cardápio de outra pessoa ou seguir recomendações encontradas nas redes sociais pode não produzir o efeito esperado. “A conduta precisa dialogar com o cotidiano de quem busca atendimento. Quando as recomendações são possíveis de aplicar, aumentam as chances de continuidade e de manutenção das conquistas”, esclarece. 

3. Evite carências nutricionais e cortes desnecessários

Retirar alimentos ou grupos inteiros sem orientação pode reduzir a ingestão de nutrientes importantes e tornar a dieta difícil de sustentar. O profissional verifica a qualidade das refeições e busca equilibrar o consumo de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. “Emagrecer não significa apenas comer menos. É preciso garantir o aporte necessário para o bom funcionamento do corpo durante esse período”, destaca a especialista.

4. Entenda seus avanços além do número da balança

O peso isolado não revela quanto corresponde a gordura, músculos, líquidos e outros componentes. Para obter uma visão mais ampla, o especialista pode considerar medidas corporais, composição corporal, exames, sintomas, disposição e mudanças na relação com a comida. “Nem todo progresso aparece imediatamente na balança. Reduzir medidas, preservar massa muscular e melhorar parâmetros clínicos também são conquistas importantes”, orienta.

5. Receba ajustes conforme sua rotina 

O planejamento das refeições pode exigir adaptações ao longo do tempo. Viagens, alterações nos horários, períodos de maior ansiedade, novos resultados de exames e problemas para organizar a comida interferem na adesão. Os retornos periódicos possibilitam reconhecer essas barreiras e reformular a abordagem antes que a pessoa desista. “O plano alimentar não deve ser estático, observamos a resposta ao que foi proposto, os obstáculos encontrados e o que mudou desde a consulta anterior para definir novas recomendações”, explica a profissional.

Na Six Clínic, esse cuidado é realizado por telemedicina e inclui um grupo de apoio, que oferece um espaço de acolhimento e troca de experiências ao longo do processo. O formato permite realizar consultas de onde a pessoa estiver e manter os retornos necessários para acompanhar seu progresso. “Além de facilitar o acesso ao nutricionista, o atendimento remoto favorece a continuidade do cuidado. O grupo de apoio também ajuda o paciente a compartilhar dificuldades e perceber que não está sozinho, enquanto as consultas possibilitam adaptar as orientações às particularidades de cada indivíduo”, conclui Fernanda Lopes.

Sobre a Six Clínic

A Six Clínic é uma iniciativa 100% online dedicada a democratizar o tratamento da obesidade e sobrepeso no Brasil, oferecendo cuidado médico, suporte nutricional diário e acompanhamento 24 horas totalmente à distância. Inspirada em modelos internacionais e adaptada para a realidade brasileira, a empresa utiliza tecnologia, metodologia exclusiva e logística integrada para ampliar o acesso a tratamentos seguros, eficazes e baseados em evidências. Com o Projeto Emagreça em Casa, a Six Clínic tem o propósito de alcançar 100 mil pessoas até 2026, levando saúde, bem-estar e autoestima a regiões onde o acesso ao atendimento especializado ainda é limitado.

Até o Próximo

Beijos

Lucimar



Mitos e verdades sobre o inverno: o frio realmente causa doenças respiratórias?

 Olá amigos tudo bem?

Todos os anos, a chegada do inverno vem acompanhada de uma percepção quase automática: basta a temperatura cair para surgirem tosses, espirros e congestionamentos. Em 2026, no entanto, o cenário ganhou uma dimensão maior. Dados do Instituto Todos pela Saúde mostram que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza quase dobraram no país no primeiro trimestre do ano, passando de 1.838 registros em 2025 para 3.584 no mesmo período deste ano.

O aumento não é resultado de um único fator. O frio altera mecanismos naturais de defesa do organismo, favorece a circulação de vírus e modifica hábitos da população, que passa mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados.

Para ajudar a separar fatos de crenças populares, Dra. Claudia Friedrich, médica radiologista especialista em imagem abdominal e torácica da Fundação Instituto de Diagnóstico por Imagem - FIDI, explica alguns mitos e verdades sobre o assunto.

Mito: o frio, sozinho, causa gripe

Não exatamente. A gripe é causada por vírus, e não pela baixa temperatura. O que acontece é que o inverno cria condições favoráveis para a transmissão desses agentes infecciosos.

Pesquisas publicadas no Journal of Allergy and Clinical Immunology indicam que a queda da temperatura na cavidade nasal reduz a capacidade de defesa local do organismo. O resfriamento da mucosa diminui a liberação de vesículas extracelulares, estruturas produzidas pelas células do nariz que ajudam a capturar e neutralizar vírus antes que eles invadam o organismo. Além disso, o ar frio e seco compromete o funcionamento dos cílios respiratórios, responsáveis por remover partículas, secreções e microrganismos das vias aéreas. Há ainda um fator comportamental importante: as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, com menor circulação de ar, o que facilita a transmissão viral.

 

Verdade: pessoas com doenças respiratórias sofrem mais no inverno

Sim. Pacientes com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite e fibrose pulmonar costumam apresentar maior sensibilidade às mudanças de temperatura. O ar frio pode desencadear irritação das vias aéreas e agravar sintomas como falta de ar, chiado e tosse persistente. Em muitos casos, infecções virais também funcionam como gatilho para crises respiratórias.

 

Mito: só idosos precisam se preocupar

Não. Embora os idosos estejam entre os grupos mais vulneráveis, crianças pequenas, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas também apresentam maior risco de complicações.

A pandemia também deixou um legado nos consultórios e serviços de diagnóstico, como o aumento da procura por exames destinados à investigação de sintomas respiratórios persistentes e possíveis sequelas pulmonares após infecções virais. O movimento reflete uma maior conscientização da população sobre a importância do acompanhamento da saúde pulmonar.

 

Verdade: abrir as janelas ajuda a prevenir infecções

Sim. Mesmo nos dias mais frios, manter ambientes ventilados continua sendo uma das medidas mais eficazes para reduzir a concentração de vírus no ar. A circulação diminui a exposição a partículas respiratórias potencialmente contaminadas e reduz o risco de transmissão, especialmente em escritórios, escolas, transporte coletivo e residências com muitas pessoas.

 

Mito: exames de imagem só são necessários em casos graves

Não necessariamente. Radiografias e tomografias não são indicadas para qualquer resfriado ou quadro gripal simples. No entanto, eles desempenham papel importante quando os sintomas persistem, quando existe suspeita de complicações ou quando o paciente pertence a grupos de risco.

Os exames de imagem deixaram de atuar apenas na confirmação de doenças e passaram a integrar decisões clínicas desde os primeiros sinais de alteração pulmonar. Atualmente, a tomografia computadorizada de alta resolução é uma das principais ferramentas para investigar doenças pulmonares.

 

Verdade: sintomas que duram semanas merecem atenção

Sim. Tosse persistente, cansaço, chiado no peito e falta de ar costumam ser atribuídos a gripes mal curadas ou aos efeitos do clima seco. Mas, quando permanecem por mais de três semanas, merecem avaliação médica. Isso porque os mesmos sintomas podem estar associados a condições muito diferentes, desde infecções prolongadas até doenças inflamatórias, fibroses pulmonares e tumores em estágio inicial.

 

O que realmente ajuda a proteger os pulmões no inverno?

A lista continua relativamente simples:

  • Manter a vacinação em dia;
  • Evitar ambientes fechados e sem ventilação por longos períodos;
  • Higienizar as mãos com frequência;
  • Hidratar-se adequadamente;
  • Controlar doenças respiratórias já diagnosticadas;
  • Procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes.

 

Em um contexto de aumento das doenças respiratórias e envelhecimento da população, identificar problemas precocemente pode significar tratamentos mais simples, menos complicações e melhor qualidade de vida.

 

Dra. Claudia Friedrich

Médica radiologista especialista em imagem abdominal e torácica, com mais de 13 anos de experiência em diagnóstico por imagem. Formada em Medicina em 2003, realizou residência em Cirurgia Geral entre 2005 e 2007 e residência em Radiologia entre 2008 e 2011, além de fellowship em imagem abdominal e torácica em 2012. Atualmente, atua como médica assistente em hospital estadual de São Paulo e integra o corpo clínico da FIDI.

 

Sobre FIDI - Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI é uma Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2025, foram 4,8 milhões de exames realizados - um crescimento de 11% em relação a 2024, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X e densitometria óssea. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.

 

A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo. Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW).

 

Desde 2014, a FIDI atua na carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), é que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atingidos, cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres encaminhadas

 Até o Próximo

Beijos

Lucimar



Beleza acessível? Os desafios de pessoas cegas ou com baixa visão no universo dos cosméticos

 

A Fundação Dorina Nowill para Cegos propõe uma reflexão sobre acessibilidade no universo da beleza, mostrando como pessoas com deficiência visual constroem sua relação com a maquiagem, a autoestima e o autocuidado

Como uma pessoa cega escolhe um batom? De que forma identifica diferentes cosméticos? O que torna uma experiência de compra de produtos de beleza realmente acessível? Refletir sobre essas questões ajuda a ampliar um debate ainda pouco explorado: a inclusão de pessoas com deficiência visual no universo da beleza. Muito além da estética, a maquiagem e o autocuidado representam formas de autonomia, expressão, identidade e bem-estar.

De acordo com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, a experiência da instituição demonstra que a relação de pessoas cegas ou com baixa visão com os cosméticos é construída por meio do tato, das texturas, dos aromas, da organização dos produtos e de estratégias desenvolvidas para garantir independência no dia a dia.

Essa relação entre autonomia e autocuidado também faz parte da história de Dorina Nowill. Reconhecida por ser uma mulher muito vaidosa, Dorina valorizava os cuidados com a aparência e desenvolvia estratégias para identificar seus produtos de uso pessoal. A instituição que leva seu nome, preserva imagens de alguns dos cosméticos que ela utilizava, com marcações e adaptações que auxiliavam na identificação, mostrando como recursos de acessibilidade podem estar presentes também no universo da beleza. 

Como explica a terapeuta ocupacional da Fundação Dorina, Nanci Hara: "A maquiagem e os cuidados com a aparência fazem parte da construção da identidade de qualquer pessoa. Para quem tem deficiência visual, esse processo acontece por meio de outras referências sensoriais, principalmente o tato, mas também da organização, da memória e da experimentação. Autonomia também significa poder escolher como se apresentar ao mundo." 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 1,3 bilhão de pessoas vivem com algum tipo de deficiência significativa no mundo. O número reforça a importância de ampliar as discussões sobre acessibilidade em todos os setores, inclusive no mercado da beleza.

Nesse contexto, embalagens sem recursos de acessibilidade, dificuldade para identificar produtos, ausência de informações em formatos inclusivos e a baixa representatividade de pessoas com deficiência visual em campanhas publicitárias estão entre os principais desafios que ainda limitam uma experiência de consumo mais democrática.

Nanci destaca ainda que tornar o setor mais inclusivo depende de mudanças que também vão além: "Quando pensamos em acessibilidade, precisamos olhar para toda a experiência: desde a comunicação das marcas e a identificação das embalagens até o atendimento nas lojas e nos salões de beleza. São adaptações que fortalecem a autonomia das pessoas com deficiência visual e contribuem para a construção de um mercado mais diverso e inclusivo". 

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico. Há 80 anos se dedica à inclusão social de crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e terapia ocupacional, além de programas de inclusão educacional e profissional. 

Responsável por um dos maiores parques gráficos braille em capacidade produtiva da América Latina, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil por meio de projetos incentivados. 

A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, audiodescrição e consultorias especializadas como acessibilidade arquitetônica e web. Com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual. 

Até o Próximo
Beijos
Lucimar