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Valorização global do metal, impulsionada por incertezas geopolíticas e rearranjos econômicos, influencia comportamento de consumidoras brasileiras que passam a buscar peças com maior durabilidade e percepção de valor
A valorização do ouro no mercado internacional voltou a colocar o metal no centro das discussões econômicas globais e começa a influenciar também o comportamento de consumo no Brasil. Segundo o World Gold Council, a demanda global por ouro atingiu recorde histórico em valor no primeiro trimestre de 2026, impulsionada por compras de bancos centrais, incertezas geopolíticas e busca por ativos tradicionalmente associados à preservação de valor.
Para Beny Fard, economista, sócio da B8 Partners, o movimento reflete uma reorganização mais ampla na lógica global de proteção patrimonial. Segundo ele, além da instabilidade geopolítica, o aumento da demanda institucional por ouro responde a uma estratégia de reforço de reservas em ativos com lastro físico. “Em momentos de maior tensão internacional e volatilidade econômica, o ouro historicamente volta ao radar como ativo de preservação de valor. Bancos centrais ampliaram esse movimento nos últimos ciclos, o que ajuda a sustentar a relevância do metal no cenário global”, afirma.
Embora a discussão econômica se concentre no mercado financeiro, os reflexos começam a aparecer no varejo de joias. Débora De Landa, especialista em joalheria de alto padrão, posicionamento de marcas no segmento de luxo e fundadora da Joias Kether, afirma que a valorização do ouro tem influenciado consumidoras mais criteriosas, especialmente em compras de maior valor.
“Existe um olhar mais atento para qualidade, procedência e durabilidade. A jóia continua carregando valor emocional e simbólico, mas hoje muitos clientes querem entender melhor o que estão adquirindo, principalmente quando se trata de ouro”, afirma.
Compra menos impulsiva e mais racional
A mudança acompanha uma transformação mais ampla no comportamento de consumo, especialmente entre públicos de maior ticket, que passaram a exigir mais informação antes da decisão de compra. Em segmentos ligados ao luxo e ao consumo aspiracional, confiança, transparência e credibilidade ganharam peso semelhante ao apelo estético.
Na avaliação de Débora, o amadurecimento do consumidor feminino tem alterado a dinâmica de compra. “A decisão deixou de ser exclusivamente emocional. Muitas mulheres passaram a fazer perguntas sobre teor do ouro, origem da peça, processo de fabricação e longevidade. Isso mostra uma relação mais consciente com o consumo.”
Especialistas destacam, porém, que jóias e ativos financeiros cumprem funções distintas. Enquanto o ouro no mercado financeiro integra estratégias patrimoniais específicas, no consumo o apelo está associado à durabilidade material, permanência e valor percebido.
Valor simbólico e permanência
A força do ouro nesse debate também passa pelo componente afetivo. Diferentemente de outros bens de consumo, joias frequentemente atravessam gerações, acumulando memória, significado e valor material. “Joias carregam histórias pessoais e familiares. Esse aspecto emocional sempre existiu, mas agora aparece combinado com uma preocupação maior com qualidade e permanência. A cliente quer beleza, mas também quer consistência na escolha”, afirma Débora.
Para o varejo premium, a mudança reforça a importância do atendimento consultivo. Em compras de maior ticket, a decisão passou a envolver mais informação, confiança e percepção de segurança na aquisição.
Fontes consultadas:
World Gold Council — Gold Demand Trends Q1 2026
https://www.gold.org/goldhub/
Sobre Débora De Landa
Débora De Landa é fundadora da joalheria Kether e atua no mercado joalheiro há mais de 26 anos. Com origem em uma família tradicional do setor, iniciou sua trajetória desenvolvendo conhecimento sobre qualidade, procedência e relacionamento com o cliente. Ao longo da carreira, passou por diferentes etapas, desde a atuação com semijoias até a importação de prata, consolidando-se posteriormente no segmento de joias em ouro 18k.
Atualmente, lidera a joalheria Kether, atendendo clientes em todo o Brasil por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo. Sua atuação é marcada pela curadoria das peças, experiência prática e compromisso com a transparência, fatores que sustentam sua credibilidade em um mercado diretamente ligado à confiança e ao valor percebido.
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Sobre o Jóias Kether
A joalheria Kether é especializada em joias em ouro 18k e atua no mercado com foco em peças que aliam valor duradouro, design atemporal e procedência confiável. Fundada por Débora De Landa, profissional com mais de 26 anos de experiência no setor joalheiro, a marca nasce a partir de uma trajetória consolidada, construída sobre conhecimento técnico, curadoria criteriosa e relacionamento próximo com o cliente.
Com atendimento em todo o Brasil, a Kether opera por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo, modelo que amplia o acesso às peças e reforça a transparência no processo de compra. A atuação da marca é guiada pela seriedade na seleção das joias, pela clareza na comunicação e pelo compromisso em oferecer produtos que mantenham valor ao longo do tempo, posicionando-se em um segmento onde credibilidade e confiança são determinantes para a decisão de compra.
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Sobre Beny Fard
Beny Fard, CFP®, é engenheiro e cofundador da B8 Partners, boutique financeira especializada em M&A, Dívida & Crédito Corporativo, Investimentos Alternativos e Ativos Digitais. Atua também como CEO da DeFin, fintech que oferece soluções de Investment Banking as a Service (IBaaS) combinando modelagem financeira, infraestrutura blockchain e metodologias de análise de risco aplicadas à Renda Fixa Digital e Real World Assets (RWA).
Consultor de valores mobiliários registrado na CVM, acumula experiência em finanças descentralizadas, investimentos alternativos, gestão e planejamento patrimonial, estruturação de ativos e inovação corporativa. Antes da B8, teve passagem pelo Banco BTG Pactual, atuou como investidor de startups e em projetos de inovação corporativa ligados ao Stanford Research Institute. Sua trajetória inclui participação em iniciativas de investimento e consultoria em empresas de médio e grande porte, com atuação em estratégias de crescimento, governança e mercado de capitais.
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Sobre a DeFin
A DeFin nasceu como a gêmea digital (digital twin) da B8 Partners, e se tornou uma fintech (spin-off), servindo como uma plataforma de inteligência e estruturação digital, e tem como time de sócios Beny Fard, Christian Gazzetta, André Carvalho, Juliano Nicocelli e Vinicius Valler. Focada em Renda Fixa Digital e Real World Assets (RWA), a unidade atua como um Investment Banking as a Service (IBaaS), combinando tecnologia proprietária e rigor analítico para auditar, estruturar e liquidar ativos digitais com governança institucional.
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Até o Próximo
Beijos
Lucimar


